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Direito de uso em anúncio: quanto cobrar e o que pôr no contrato

A marca quer usar o seu vídeo em anúncio? O direito de uso se cobra à parte do cachê, por canal e por prazo. Veja como calcular e o que pôr no contrato.

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Inspiração
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7 min de leitura

#direito de uso #contrato #precificação #UGC

Direito de uso é a autorização para a marca usar o seu conteúdo além da publicação combinada: no perfil dela, no site ou em anúncio pago. Ele se cobra à parte do cachê, por canal e por prazo, e precisa estar escrito. Sem isso, a marca só pode usar o vídeo para o que vocês combinaram.

A regra vem da Lei de Direitos Autorais. Usar a obra depende de autorização prévia e expressa de quem criou (artigo 29), a cessão de direitos se faz sempre por escrito e se presume paga (artigo 50), e o que o contrato não especifica é lido de forma restritiva (artigos 4º e 49).

O que é direito de uso, na prática?

São os lugares e o tempo em que a marca pode usar o que você criou. Os usos mais comuns, do mais simples para o mais caro:

  • Repost no perfil da marca: o vídeo aparece no feed ou nos stories dela, sem impulsionar.
  • Site, e-mail e loja: o vídeo vai para a página do produto, para a newsletter ou para o catálogo.
  • Anúncio pago na conta da marca: a marca baixa o vídeo e roda como anúncio no Instagram, no TikTok ou no Google.
  • Anúncio pelo seu perfil: o anúncio sai com o seu nome no topo, como nos anúncios de parceria do Instagram. A marca paga a mídia, mas quem aparece como autor é você.

Exclusividade é outra coisa. Ela diz com quem você não pode trabalhar durante um tempo, e se cobra separado.

Por que anúncio pago se cobra à parte?

Porque muda o tamanho do uso. No seu perfil, o vídeo fala com a sua audiência e perde força em poucos dias. Em anúncio, ele pode rodar por meses para milhares de pessoas que não te seguem, com a marca pagando para isso porque vende.

Também é a sua imagem. O Código Civil protege o uso da imagem de uma pessoa para fins comerciais (artigo 20). Enquanto o anúncio roda, o seu rosto está associado àquele produto.

Como calcular quanto cobrar?

Não existe tabela oficial de direito de uso no Brasil. O que funciona é separar o preço em linhas, para a marca ver o que está pagando:

LinhaO que paga
CriaçãoRoteiro, gravação, edição e as revisões combinadas
Publicação no seu perfilO alcance da sua audiência, se houver
Uso orgânico pela marcaRepost, site, e-mail, pelo prazo combinado
Uso em anúncio pagoCada período de anúncio, com data de início e fim
RenovaçãoO preço de cada período a mais, já combinado

Um exemplo, com números seus: se o seu vídeo sai por R$ 300 e você decide cobrar R$ 100 por mês de anúncio, 90 dias de anúncio somam R$ 300 a mais. Se a marca quiser renovar, o preço já está escrito e ninguém precisa renegociar do zero.

Três coisas sobem o valor: prazo longo, anúncio pelo seu perfil e uso em muitos canais ao mesmo tempo. Se a marca pedir uso para sempre, trate como venda do vídeo, com preço de venda.

Para saber o seu preço de partida por vídeo, a pesquisa da Veeras com 1.330 creators mostra quanto se pede por formato e tamanho de perfil. Esses valores não incluem uso em anúncio.

O que escrever no contrato?

Antes de gravar, deixe por escrito:

  1. Quais conteúdos: quantos vídeos, de que duração, em que formato.
  2. Quais canais: perfil da marca, site, e-mail, anúncio pago. Cite as redes.
  3. De que jeito o anúncio roda: na conta da marca ou pelo seu perfil.
  4. Por quanto tempo: data de início e de fim. Prazo contado da primeira veiculação, não da entrega.
  5. Se pode editar: cortar, legendar, trocar a música, juntar com outros vídeos.
  6. Renovação: o preço de cada período a mais e o aviso de antes.
  7. Depois do prazo: o anúncio para. Combine se o repost orgânico pode ficar no perfil da marca.
  8. Exclusividade: se houver, em cláusula separada, com o segmento e o prazo.

Se a conversa foi pelo WhatsApp, resuma tudo numa mensagem e peça que a marca responda confirmando. Para um modelo completo, veja o que um contrato com influenciador precisa ter.

E se a marca usar sem combinar?

Acontece, quase sempre por descuido de quem sobe o anúncio. Tire print do anúncio com a data, escreva para a marca e proponha uma de duas saídas: pausar ou fechar o valor do uso. Mantenha a conversa por escrito.

Se a marca não responde e o uso continua, a conversa escrita e os prints são a sua prova. Nesse ponto vale falar com um advogado.

Este texto explica a regra geral e não substitui orientação de um advogado.

Onde a Veeras entra

A Veeras é uma plataforma para creators que funciona por um agente no seu WhatsApp. Ele encontra marcas que fazem sentido para o seu trabalho, aborda com o seu sim e cuida da negociação. Quando a marca pede uso em anúncio, isso entra na conversa como uma linha à parte, e o acordo registrado diz onde e até quando a marca pode usar o seu conteúdo.

Valor, prazo e exclusividade são sempre decisão sua. A Veeras não fica com porcentagem do seu cachê: a assinatura é fixa, a partir de R$ 27,90 por mês. A marca paga direto a você.

Fontes

Equipe Veeras

Veeras

Conteúdo criado pela equipe Veeras para ajudar creators e marcas a ter sucesso em influencer marketing.

É marca?

A Veeras também trabalha do outro lado. Se você contrata creators, o seu agente traz poucos nomes, cada um com o motivo, e só aborda alguém com o seu sim.

Comece pela conversa.

Crie sua conta em veeras.app. Antes de assinar, o agente lê o seu trabalho e mostra por onde começaria.