Influenciador precisa de contrato?▼
Sim, independentemente do tamanho da parceria. Mesmo em campanhas de permuta sem valor financeiro, o contrato define o que é esperado de ambos os lados — entregáveis, prazos, direitos de uso do conteúdo e condições de rescisão. Sem contrato, qualquer conflito é resolvido na conversa — e normalmente o lado mais fraco perde.
O que incluir no contrato de permuta?▼
Contrato de permuta precisa de: valor estimado do produto ou serviço, entregáveis obrigatórios (número de posts, formato, plataforma), prazo de entrega contado a partir do recebimento do produto, critérios de aprovação do conteúdo, e o que acontece se o produto não chegar ou chegar com defeito. Inclua também uma cláusula de não-exclusividade, a não ser que a marca exija exclusividade (nesse caso, o creator deve cobrar a mais).
Quem paga a produção do conteúdo?▼
Na maioria dos contratos brasileiros, a produção é responsabilidade do creator — inclusa na taxa cobrada. Para produções elaboradas (estúdio, fotógrafo profissional, equipamentos especiais), o creator deve especificar os custos no orçamento ou negociar um fee de produção separado. Marcas que pedem produção profissional sem pagar pelo custo extra são uma red flag.
Posso usar o conteúdo do influenciador em ads?▼
Não automaticamente. O direito de usar conteúdo em anúncios (whitelisting) precisa estar explícito no contrato, com duração definida (tipicamente 30–90 dias), plataformas permitidas (Meta, Google, TikTok) e valor extra acordado. Usar conteúdo de um creator em ads sem autorização é violação de direitos autorais e pode gerar processo.
O que acontece se o influenciador não entregar?▼
O contrato deve prever isso: prazo de tolerância (ex: 7 dias úteis), multa por descumprimento (tipicamente 50–100% do valor acordado) e direito de rescisão com devolução de adiantamento. Com escrow em plataformas como a Veeras, o pagamento só é liberado após entrega aprovada — eliminando o risco de pagar por algo que não foi entregue.
Influenciador pode fazer campanha para concorrente?▼
Pode, a não ser que o contrato inclua cláusula de exclusividade. Exclusividade por categoria (ex: não trabalhar com nenhuma outra marca de skincare) deve ser compensada financeiramente — tipicamente +30–50% sobre o valor base. Exclusividade sem compensação é abusiva. Defina o período de exclusividade com clareza: campanha apenas, 30 dias, 90 dias.
Assinatura eletrônica tem validade jurídica no Brasil?▼
Sim. A MP 2.200-2/2001 e a Lei 14.063/2020 regulamentam assinaturas eletrônicas no Brasil. Plataformas como Docusign, ClickSign e Autentique têm validade jurídica plena. A Veeras gera contratos com assinatura eletrônica nativamente — o creator assina pelo celular antes de aceitar qualquer campanha.